Quem sou eu

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Sou Comunicóloga/Psicopedagoga com extensão em Educação Especial e Atendimento Educacional Especializado. Sou casada com uma pessoa especial/companheiro maravilhoso: Acácio - Minha Vida e, juntos temos três lindas princesas. Quando me comprometo com algo levo a sério e faço tudo para que o melhor seja o resultado. Acredito na Inclusão escolar e aposto que o OLHAR é uma das ferramentas primordiais para o alavancar dessa ideia.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Sério! Um olhar mais comprometido na formação desse alicerce.


A atuação do professor de educação infantil

 
A socialização do professor de educação infantil.
O professor que atua na educação infantil deve ter uma preocupação específica de como lidar com as crianças no dia-a-dia e em situações especiais. Ao se tratar de alunos iniciantes no convívio escolar surgem situações diferentes e inesperadas em relação às demais fases escolares.
A criança tem um jeito próprio de encarar as novas etapas que vão surgindo em sua vida. Muitas vezes pais e educadores encaram esses acontecimentos com maior dificuldade que a própria criança que está passando por determinada vivência.

O ideal é que o professor tenha algumas atitudes, estratégias e comportamentos que favoreçam uma melhor aceitação e desenvolvimento dessa criança no ambiente escolar e até mesmo no seu dia-a-dia, podendo, inclusive, colocar em prática certos conhecimentos adquiridos, porém de forma meio que inconsciente.
Buscando compreender melhor o mundo infantil e a aceitação da criança nessa nova experiência sugere-se algumas dicas de como proceder no mundo infantil: 
• Buscar organizar o espaço infantil de forma que o ambiente proporcione harmonia nos aspectos psicológicos e biológicos da criança;
• No período em que a criança estiver no Jardim de Infância, passar a sensação de um mundo mais lúdico no qual a criança, apesar de estar passando por um processo de educação e aprendizagem, não se sinta educada formalmente.
• Criar hábitos de correção com suavidade e fineza.
• Ao propor atividades para as crianças, conduza-as da melhor maneira possível, de forma que essas venham lembrar-se do momento com saudade.
• Preparar o momento da leitura com maior carinho possível, visto que se trata de um momento mágico para a criança, bem como estimula o crescimento do vocabulário preparando-a para a alfabetização.
• Observar bem os seus alunos, podendo detectar o que pode melhorar ou até mesmo o que deve ser eliminado.
• Ter consciência que punições devem ocorrer para corrigir maus hábitos, porém busque a melhor forma de realizar, fazendo com que a criança tenha consciência do erro. 
Ressalta-se que o bom professor aprende junto com seus alunos, antes mesmo de propor a educá-los.

Por Elen Campos Caiado
Graduada em Fonoaudiologia e Pedagogia

quinta-feira, 15 de março de 2012

Autismo...uma forma diferente de ver o mundo.


METAS PARA O PROFESSOR AUXILIAR/MEDIADOR QUE TÊM COMO OBJETIVO AJUDAR A CRIANÇA NO AMBIENTE DE UMA ESCOLA CONVENCIONAL


I N S  P I R  A D O  S   P E  L  O   A U  T I S  M O 
Informando, Inspirando e Habilitando Famílias, Profissionais e Crianças com Autismo
www.inspiradospeloautismo.com.br

(Informações dirigidas aos professores auxiliares/mediadores)
Nós queremos que a criança aprenda a:
1) Procurar ajuda, buscar referências sociais e dirigir sua atenção a outras crianças.
2) Procurar ajuda e responder ao professor principal.
3) Manter a sua auto-regulação. 
4) Procurar ajuda, buscar referências sociais e responder ao professor auxiliar. 

  • Como auxiliar a criança a procurar ajuda, buscar referências sociais e dirigir sua atenção a outras crianças.
Quando trabalhando em uma atividade, o professor auxiliar pode fazer comentários, 
apontar e celebrar o trabalho de outras crianças naquela atividade.  Isso encoraja a 
criança com autismo a prestar mais atenção ao que as outras crianças na classe estão 
fazendo.  O professor auxiliar pode também apontar,  “Olhem como Charlie está 
esperando na fila pela sua vez.  Nossa, é ótimo isso que o Charlie está fazendo.” Em 
outros momentos, o professor auxiliar pode pedir a uma criança responsiva para 
explicar algo para a criança com necessidades especiais ou até, em alguns 
momentos, encorajar uma outra criança a escrever em seu caderno para que a criança 
com autismo copie, etc.
Como auxiliar a criança a procurar ajuda e responder ao professor principal.
Para fazer isso, a criança com necessidades especiais deve ser em alguns momentos 
corrigida pelo professor em vez de ter o professor auxiliar sempre a ajudando ou 
tomando o lugar do professor.  O professor auxiliar deve trabalhar em parceria com o 
professor principal para que possam equilibrar este trabalho conjunto de uma forma 
que seja eficaz para a criança especial e para os seus colegas de classe.   
Como auxiliar a criança a manter a auto-regulação.
Permita que a criança algumas vezes sente-se e concentre-se novamente sem o 
estímulo do professor ou professor auxiliar.  Isso pode levar mais tempo, mas permite 
que a criança desenvolva habilidades úteis de auto-regulação.  Por exemplo, muitas 
das crianças neurotípicas se levantam entre atividades e se movem pela classe (ou até 
dão pulinhos e ou pequenos giros por alguns instantes).  Observamos com freqüência 
professores auxiliares tentando manter a criança com autismo sentada.  Em vez de 
manter a criança com autismo sentada, permita que ela se levante e se mova ao redor 
se as outras crianças estiverem fazendo isso. Então, dê a ela a oportunidade de voltar 
ao seu assento antes que a próxima atividade comece. Pause e observe se a criança 
volta sozinha.  Se ela não voltar a se sentar por conta própria, o professor auxiliar 
pode diretamente pedir a ela que o faça ou celebrar as outras crianças que estão 
voltando aos seus assentos (trazendo a atenção da criança com autismo para o que 
as outras crianças estão fazendo), ou ainda, intencionalmente esperar que o professor 
principal verbalmente direcione a criança de volta para o seu assento.  


  • Como auxiliar a criança a procurar ajuda, buscar referências sociais e responder ao professor auxiliar.
O professor auxiliar pode algumas vezes participar e realizar as atividades que o 
professor principal tenha planejado. Em vez de apenas observar as outras crianças e 
orientar a criança especial, o professor auxiliar pode também trabalhar na atividade ele 
mesmo.  O professor auxiliar pode então encorajar a criança a olhar para o que ele 
está fazendo em vez de simplesmente dizer a ela o que fazer.  Isso permite que a 
criança desenvolva habilidades para buscar referências sociais e prestar atenção a 
alguma outra pessoa de forma a imitar e aprender com os outros.
Diga diretamente à criança o que você gostaria que ela fizesse.
Celebre quando ela pedir por ajuda e utilize uma das quatro ferramentas (ofereça a 
resposta ou a modele para ela, dê como referência as outras crianças, dê como 
referência o professor, a encoraje a resolver a questão por si mesma.)
Um exemplo de atividade para incentivar a utilização de referências sociais.
Você pode usar um divertido aceno de cabeça significando sim/não quando se 
comunicar com a criança enquanto vocês estiverem envolvidos em uma atividade 
altamente motivadora.  Desse modo, a criança é encorajada a olhar em direção ao seu 
rosto para obter informações. Por exemplo, eu estive recentemente com um garoto 
que adora jogar “4 quadrados” com seus colegas de classe. Durante o jogo, cada 
criança fica em seu quadrado – são 4 quadrados unidos na forma de um grande 
quadrado no chão. As crianças jogam a bola de um quadrado para o outro. Se a bola 
quica no quadrado de uma criança, ela precisa jogar a bola em direção ao quadrado 
de outra criança. Se a criança não consegue pegar a bola ou joga a bola para fora de 
todos os outros quadrados, então ela perde um ponto. Após cada pontuação, quando 
as crianças estivessem motivadas para começar a jogar a bola novamente, um adulto 
poderia segurar a bola e de forma divertida acenar negativamente com a cabeça por 5 
segundos, e então de forma animada acenar positivamente com a cabeça enquanto 
joga a bola para o jogo recomeçar.